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Israel. Rivais tentam formar Governo de unidade nacional para enfrentar Covid-19
Para já, nenhum acordo foi alcançado, mas as conversações continuam esta segunda-feira. O Presidente israelita, Reuvén Rivlin, encetou no domingo uma tentativa de formar um Governo de unidade nacional para fazer face ao novo coronavírus. O chefe de Estado juntou à mesa das negociações dois rivais políticos, Benjamin Netanyahu e Benny Gantz, protagonistas no caos político em Israel que já obrigou à realização de três eleições gerais em menos de um ano.
A improvável aliança entre dois arqui-inimigos poderá ser a solução de recurso para que se alcance finalmente uma solução governativa em Israel. Nas eleições realizadas no início de março – as terceiras em menos de um ano – o Likud do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, venceu com uma curta vantagem sobre o segundo partido mais votado, o Partido Azul e Branco, de Benny Gantz.
Ambos ficaram longe de alcançar o número de deputados necessários para uma maioria, pelo que os vários partidos tentaram ao longo das últimas duas semanas formar uma coligação para afastar Benjamin Netanyahu do poder. Antes destas conversações com Netanyahu, que
partiram da iniciativa do Presidente Rivlin, Benny Gantz conseguiu
reunir o apoio de 61 deputados do Knesset, juntando várias forças
partidárias.
Inicialmente, o gabinete do Presidente israelita tinha dado a entender que seria Benny Gantz o líder escolhido para tentar formar Governo.
No entanto, a solução preferida da Presidência parece agora ser a de procura de um compromisso entre os dois partidos mais votados, em que Benny Gantz e Benjamin Netanyahu liderariam alternadamente, segundo noticiaram os jornais israelitas.
No entanto, a solução preferida da Presidência parece agora ser a de procura de um compromisso entre os dois partidos mais votados, em que Benny Gantz e Benjamin Netanyahu liderariam alternadamente, segundo noticiaram os jornais israelitas.
O Presidente israelita tem até esta terça-feira à meia-noite para decidir a quem deve pedir para formar um novo Governo.
Neste processo, Netanyahu poderá ser condenado até dez anos de prisão, o que o obrigaria a abandonar o hipotético Governo de unidade nacional e também a liderança do partido.
Na semana passada, Netanyahu já tinha proposto a criação de um Governo de unidade nacional alargado para enfrentar o novo coronavírus. Com as várias eleições inconclusivas, o país está com um executivo de gestão desde 2018. No entanto, a ideia de um Governo de unidade nacional fracassou à partida, isto porque Benny Gantz lembrou que esse executivo teria de ser alargado aos partidos árabes e pro-Palestina de Israel.
Por enquanto, é mesmo o Governo provisório que tem liderado na imposição de medidas fortes para conter o avanço do Covid-19, desde logo com a obrigatoriedade de quarentena para quem chega de um país estrangeiro e o encerramento das escolas.